Entregadores de aplicativos realizam paralisação nacional por melhores condições

Entregadores de aplicativos realizam paralisação nacional por melhores condições

Data de Publicação: 31 de março de 2025 17:28:00 Entregadores de iFood, 99 e Uber realizam paralisação nacional para exigir melhores condições de trabalho, incluindo aumento da taxa mínima e reajuste no valor por quilômetro rodado.

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Entregadores de aplicativos como iFood, 99 e Uber iniciaram nesta segunda-feira (31) uma paralisação nacional para reivindicar melhorias nas taxas pagas pelas plataformas.

A mobilização, que deve durar até terça-feira (1º), busca pressionar tanto as empresas quanto o poder público por melhores condições de trabalho.

Reivindicações da categoria

Os entregadores exigem quatro principais mudanças nas remunerações e condições de trabalho:

  • Taxa mínima de R$ 10 por corrida

  • Aumento do valor por quilômetro rodado de R$ 1,50 para R$ 2,50

  • Limitação da atuação de bicicletas a um raio máximo de 3 km

  • Pagamento integral de pedidos agrupados na mesma rota

Mobilização nacional

O protesto acontece em pelo menos 59 cidades, incluindo 19 capitais, entre elas São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Brasília. Na capital paulista, o ato se concentra na sede do iFood, considerada a principal empresa do setor e referência para os valores praticados pelas concorrentes.

Vídeos convocando a paralisação, chamados de "breque dos apps", viralizaram nas redes sociais, atingindo milhões de visualizações. Segundo Junior Freitas, líder do movimento em São Paulo, a iniciativa busca garantir reajustes justos para os trabalhadores.

Resposta das empresas

A Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia (Amobitec), que representa empresas como iFood, 99 e Uber, afirmou estar em diálogo com os entregadores e apoiar a regulamentação do setor. A entidade destacou que a remuneração média dos entregadores cresceu 5% acima da inflação entre 2023 e 2024, chegando a R$ 31,33 por hora, segundo pesquisa do Cebrap.

O iFood, por sua vez, informou que nos últimos três anos aumentou a taxa mínima e o valor pago por quilômetro rodado. A empresa também reforçou que a manifestação deve ocorrer de forma pacífica, sem bloqueios a estabelecimentos ou a entregadores que decidirem continuar trabalhando.

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