De acordo com o biólogo da Fujama, Christian Raboch Lempek, há poucos registros dessa espécie em Santa Catarina, sendo mais comuns em localidades como Mafra, Água Doce e Três Barras, próximas à divisa com o Paraná. “Para a região do Vale do Itapocu, não havia registros dessa coruja até agora”, explicou.
O resgate do Caburé-acanelado reforça a importância do monitoramento da fauna, segundo o biólogo. Ele destaca que observadores de aves da região ficaram entusiasmados com a aparição do animal, já que alguns tentavam registrar sua presença há tempos.
A espécie tem hábitos noturnos e, ocasionalmente, crepusculares, iniciando suas atividades no final da tarde. Sua alimentação é baseada em pequenos mamíferos, aves e até morcegos.
Além disso, há poucos estudos sobre a coruja Caburé-acanelado, tornando o registro em Jaraguá do Sul um indicativo positivo da conservação ambiental no município.