Jovem com autismo é impedido de entrar em casa de show em Joinville e família denuncia discriminação

Jovem com autismo é impedido de entrar em casa de show em Joinville e família denuncia discriminação

Data de Publicação: 31 de março de 2025 13:38:00 Jovem autista de 25 anos foi impedido de entrar em casa de show Vera Cruz em Joinville no Norte de Santa Catarina. Família denuncia discriminação, e caso gera grande repercussão.

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Um jovem autista de 25 anos foi impedido de entrar em um evento na Sociedade Esportiva e Recreativa Vera Cruz, em Joinville, na última sexta-feira (28). Segundo a família, a proibição ocorreu devido à condição do rapaz, o que gerou grande repercussão nas redes sociais.

Lucas Amaral Ferreira é fã da banda Corpo e Alma e aguardava há semanas para assistir ao show. No entanto, ao chegar ao local acompanhado da mãe, Elisangela, para comprar os ingressos, foi barrado pela equipe de segurança.

“O segurança informou que, pelo fato de Lucas ser autista, ele não poderia entrar e que essa era uma ordem do proprietário”, afirmou o advogado da família, Lucas Quintino. Ainda segundo Quintino, um integrante da banda, que também se identificou como autista, tentou intervir, mas não conseguiu reverter a decisão.

A família relatou que, após o ocorrido, Lucas teve crises de ansiedade e medo de ser impedido de acessar outros locais públicos, como mercados e restaurantes. Além disso, expressou receio de continuar utilizando seu crachá de identificação como autista.

Diante da situação, a banda Corpo e Alma gravou um vídeo para o jovem, manifestando apoio. "Nós estamos contigo, não fica triste", disseram os músicos. Ao assistir à gravação, Lucas se emocionou novamente.

Os advogados que acompanham o caso afirmaram que tomarão medidas jurídicas nas esferas criminal, administrativa e cível.

Clube nega discriminação e entidade se manifesta

Em nota, a Sociedade Esportiva e Recreativa Vera Cruz negou a acusação de discriminação e afirmou que há 70 anos mantém compromisso com a inclusão social em Joinville.

“Repudiamos as narrativas de ódio e discriminação e rejeitamos qualquer acusação caluniosa. Colocamo-nos à disposição das autoridades para esclarecimento dos fatos e restabelecimento da verdade”, declarou o clube.

Já a Apiscae (Centro de Atendimento Especializado para Pessoas com Deficiência Intelectual), que atende Lucas, classificou o episódio como uma violação do direito à inclusão.

"Não vamos nos calar diante da exclusão. Exigimos esclarecimentos e medidas para que casos como esse não voltem a acontecer", afirmou a entidade.

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