Bolsonaro reúne apoiadores no Rio de Janeiro para defender anistia aos condenados do 8 de janeiro
Data de Publicação: 16 de março de 2025 18:58:00 Bolsonaro reuniu apoiadores em Copacabana para defender a anistia aos condenados do 8 de janeiro. Estimativas de público variam entre 18 mil (USP) e 400 mil (PMERJ). Evento contou com governadores e lideranças da direita.
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) reuniu apoiadores na Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, na manhã deste domingo (16), para defender a anistia aos condenados pelos atos de invasão e depredação das sedes dos Três Poderes em 8 de janeiro de 2023.
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Durante o evento, Bolsonaro declarou que não pretende deixar o Brasil, mesmo diante do risco de ser condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe de Estado.
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Estimativas de público variam entre 18 mil (USP) e 400 mil (PMERJ). Evento contou com governadores e lideranças da direita | Imagem: Divulgação PMERJ |
“Se é 17 anos para as pessoas humildes, é para justificar 28 anos para mim. Não vou sair do Brasil”, afirmou o ex-presidente, que atualmente está inelegível.
Ele também declarou que não tem "obsessão pelo poder", mas "paixão pelo Brasil".
Bolsonaro indicou que pode não concorrer nas eleições presidenciais de 2026, mencionando que há outros nomes na direita capazes de substituí-lo.
Além disso, negou envolvimento na organização dos atos de 8 de janeiro, argumentando que estava nos Estados Unidos na data e, por isso, não poderia ter participado da suposta trama para impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Divergência na estimativa de público
A quantidade de pessoas presentes no evento gerou divergências. Segundo pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), aproximadamente 18 mil pessoas participaram do ato. O número foi calculado por um software de inteligência artificial com base em imagens aéreas registradas ao meio-dia.
Já a Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (PMERJ) informou, em publicação no X (antigo Twitter), que cerca de 400 mil pessoas estiveram na manifestação. No entanto, a corporação não detalhou qual metodologia foi utilizada para chegar a essa estimativa.
Os participantes ocuparam cerca de 300 metros da Avenida Atlântica, na altura do Posto 4, e exibiam camisas e cartazes com frases de apoio ao ex-presidente, críticas ao atual governo e mensagens favoráveis ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Entre os dizeres, destacavam-se frases como "a direita está viva", "com saudades do meu ex" e "anistia para os patriotas".
Pressão pelo projeto de anistia
O evento também teve como objetivo pressionar o Congresso Nacional a aprovar um projeto de lei que conceda anistia aos envolvidos nos atos do 8 de janeiro. Bolsonaro defendeu a medida, afirmando que os condenados são inocentes e que não cometeram crimes intencionais.
“Eu jamais esperava um dia estar lutando por anistia de pessoas de bem, de pessoas que não cometeram nenhum ato de maldade, que não tinham a intenção e nem poder para fazer aquilo que estão sendo acusadas”, declarou.
Os atos de 8 de janeiro resultaram na depredação dos prédios do Congresso Nacional, do Palácio do Planalto e do STF. Manifestantes quebraram janelas, destruíram cadeiras, computadores e obras de arte, além de tentarem incendiar parte do STF. A dispersão dos invasores ocorreu somente após a intervenção da Polícia Militar e do Exército.
Participação de governadores
A manifestação contou com a presença de governadores aliados a Bolsonaro, como Cláudio Castro (RJ), Jorginho Mello (SC), Mauro Mendes (MT) e Tarcísio de Freitas (SP). Tarcísio defendeu a aprovação do projeto de anistia no Congresso e afirmou que a medida ajudaria o país a avançar em outros debates.
"Pode ter certeza que nós vamos conseguir os votos", declarou o governador paulista. Ele também destacou a necessidade de focar em temas como a inflação e o financiamento do SUS.
O evento, organizado pelo pastor Silas Malafaia, começou pela manhã e se dispersou pouco depois do meio-dia, após o discurso de Bolsonaro.

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