Papa Francisco completa 12 anos de pontificado com reformas, desafios e um legado transformador

Papa Francisco completa 12 anos de pontificado com reformas, desafios e um legado transformador

Data de Publicação: 13 de março de 2025 18:08:00 Papa Francisco completa 12 anos de pontificado com um legado de reformas e desafios. Seu papado transformou a Igreja Católica, promovendo inclusão, transparência e mudanças estruturais. Saiba mais sobre sua trajetória e os rumos do Vaticano.

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Nesta quinta-feira (13), o Papa Francisco completou 12 anos à frente da Igreja Católica. Seu pontificado, iniciado em 13 de março de 2013, marcou uma profunda mudança na forma como o Vaticano se relaciona com o mundo, promovendo reformas internas, ampliando a participação de leigos e mulheres e adotando uma postura mais inclusiva.

A data foi celebrada de maneira discreta, com um bolo no hospital Gemelli, em Roma, onde o pontífice está internado há quase um mês tratando uma infecção respiratória. Mesmo afastado das atividades públicas, Francisco continua sendo a principal referência da Igreja e segue tomando decisões estratégicas para o futuro da instituição.

Uma Igreja mais próxima do povo

Desde que assumiu o papado, Jorge Mario Bergoglio trouxe uma nova dinâmica à Igreja Católica. Escolheu o nome Francisco em homenagem a São Francisco de Assis, santo conhecido por sua simplicidade e dedicação aos mais pobres.

Essa postura se refletiu em suas ações: ele rejeitou muitos dos privilégios tradicionais do Vaticano, optou por viver de maneira mais simples e aproximou a Igreja de temas sociais urgentes, como a desigualdade, a crise climática e os direitos humanos.

Ao longo desses 12 anos, o pontífice se destacou por uma série de iniciativas, entre elas:

  • Reforma da Cúria Romana: Francisco promoveu uma descentralização do poder dentro da Igreja, tornando a administração mais ágil e eficiente.
  • Combate à corrupção no Vaticano: Medidas foram implementadas para dar mais transparência às finanças da Igreja, um problema recorrente em gestões anteriores.
  • Acolhimento de grupos historicamente marginalizados: O pontífice defendeu um olhar mais misericordioso para divorciados, LGBTQIA+ e outros fiéis que, por muito tempo, foram afastados da Igreja.
  • Participação de leigos e mulheres: Pela primeira vez, o papa concedeu maior espaço para que leigos e mulheres participem de decisões e debates importantes, como o Sínodo sobre o Futuro da Igreja.
  • Tolerância zero para abusos sexuais: A Igreja passou a ter regras mais rígidas para punir casos de abuso e proteger vítimas, após anos de escândalos.

Essas mudanças, no entanto, enfrentaram resistência dentro da própria instituição. A ala conservadora da Igreja criticou muitas das medidas, especialmente aquelas relacionadas à inclusão de fiéis LGBTQIA+ e à participação feminina em funções eclesiásticas.

Os desafios que marcam o pontificado

Embora tenha promovido mudanças significativas, Francisco ainda enfrenta desafios. Seu aval à bênção de casais homoafetivos, anunciado no final de 2023, gerou reações negativas, especialmente em países africanos e entre bispos mais conservadores.

Além disso, algumas reformas importantes continuam pendentes, como a possibilidade de ordenação de mulheres como diaconisas. O tema foi debatido no Sínodo de 2023, mas as decisões finais ficaram para um segundo momento.

Outro ponto de incerteza é a saúde do pontífice. Aos 88 anos, Francisco já passou por diversas internações e cirurgias nos últimos anos. Sua hospitalização atual, a mais longa desde o início de seu papado, reacendeu os questionamentos sobre sua capacidade de continuar liderando a Igreja no mesmo ritmo de antes.

O futuro do papado

Apesar das especulações sobre uma possível renúncia, Francisco sempre se mostrou contrário à ideia de que a abdicação de um papa se torne um hábito na Igreja. No entanto, há uma mudança evidente na forma como o Vaticano tem sido administrado nas últimas semanas: missas foram delegadas a outros membros da Santa Sé, e ele tem reduzido sua presença pública.

Com a aproximação da Semana Santa e do Jubileu de 2025, quando o Vaticano espera receber milhões de peregrinos, o papa precisará equilibrar suas responsabilidades com sua recuperação.

Independentemente do que acontecer nos próximos meses, é inegável que Francisco já deixou sua marca na história da Igreja Católica. Seu pontificado será lembrado por sua coragem em desafiar tradições, abrir espaço para novos diálogos e reafirmar o compromisso da Igreja com os mais vulneráveis.

Se a próxima etapa de seu papado será de continuidade ou transição, ainda é uma incógnita. Mas uma coisa é certa: em 12 anos, Francisco transformou profundamente o catolicismo e redefiniu o papel do Vaticano no mundo moderno.

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